domingo, 15 de abril de 2018

Mistérios do olhar - Poeta Carlos Adriano Santos

Mistérios do olhar
Olhar que me surpreende de verdade, que me prende quando me invade, me defende, me dá capacidade.
Olhar que entende minha vontade de amar, minha cara-metade, meu par.
Olhar que captura, que desconfigura.
Olhar consistente, confiante, consciente, confortante, excitante, insistente, eficiente, diferente, provocante, preponderante e comovente, convincente olhar onipotente do amor.
Olhar que desnuda cada instante do corpo, da alma, e da mente, olhar onipresente superior.
Olhar que explica tudo, numa fração de segundos revela coisas que acontecem no mundo, profecias trágicas, olhar vidente que faz magicas.
Olhar onisciente, soberano e inteligente, que enxerga todos os cantos do olhar tirano e inconsequente.
Me sinto um boneco de pano no meio das serpentes. Repelente! Até quando enganará esta gente, olhar decadente e enganador de desamor?
Olhar de alto à baixo, que sempre faz a mesma pergunta: Onde é que eu me encaixo?
Olhar de conquista; seja bem vinda!, Como você é linda!
Olhar sincero que desvenda todos os mistérios existentes, que não se repreende e assusta, quando fala de frente a boca fica muda.
Olhar animal, mau, artificial, que delimita as fronteiras do seu quintal, etc... E tal.
Olhar que atravessa as barreiras do bem e do mal, que desperta desejo, lampejo.
Olhar que causa inveja, espanto, deixa que eu te levanto, olhar que faz rolar o pranto.
Olhar de atriz de novela, de modelo de passarela, de quem te viu e quem te vê. Lá vai ela entre plumas e paetês pousar nua na rua para todo mundo ver o escopo de seu corpo, que será estampado na capa de uma revista prive.
O Olhar tem lá os seus enredos, os seus mistérios, às vezes ele vai embora mais cedo, nem sequer se despede com um beijo, olhar sem desejo.
Olhar de alegria, de bom dia, olhar que contagia.
Olhar de atenção, de abraço apertado.
Olhar apurado, detalhado, que desvenda o passado, que deixa o rosto molhado, que sabe quando existe algo de errado.
Tente um olhar perfeito, olhe direito, faça um afago no peito, acaricie o coração, faça uso de tuas mãos.
Olhar de ternura, que configura um doce encanto, que deixa a alma segura, olhar de pessoa madura que observa da altura com lisura e, através das rachaduras, enxerga todos os cantos.
Com os olhos eu surpreendo, desvendo, rendo ao abrir e fechar.
Com o olhar eu transmito o que sinto, falo a verdade, não minto.
Às vezes me permito dar um grito para o amor se satisfazer, sentir prazer. Faço o sol aparecer no amanhecer para sentir o seu calor, adoro regar esta flor!
Olhar bonito, aperte os cintos!, Me divirto com isto!
Com o olhar eu insisto, conquisto, existo, sinto o cheiro do amor, gosto disso!
O olhar me transporta ao paraíso, me eleva, me leva para brincar com a neve, me traz de volta para casa nas suas asas livre e leve.
Com o olhar eu repreendo, arrependo, suspendo. Estupendo!, Estou podendo!
Só não entendo quando vejo alguém correndo de um olhar que está se perdendo, quase morrendo de amor. Omissão de socorro ao olhar sedento que precisa de atenção.
Com o olhar eu respiro, suspiro, aspiro, inspiro, conspiro, deliro, coloco, retiro, sugiro, escrevo no papiro, peço bis para um olhar mais feliz, abaixo e empino o nariz.
Com o olhar eu choro, eu oro, eu imploro.
Não estou de brinquedo!
Ah, olhar, tu me dá medo quando aponta o teu dedo!
Olhar que às vezes se esconde, se perde na lacuna da linha do horizonte.
Olhar que é tudo no meu mundo, que me fascina, me alucina, que é dono do tempo que me domina.
Olhar que se insinua, delirante procura por pele nua, crua, geralmente observa as curvas, tira a roupa como quem tira uma luva.
Olhar que retira o véu, que abre as portas do céu, tira o chapéu, roda feito carrocel, pinta com pincel.
Olhar amigo, abrigo longe do perigo, vem ficar comigo!
Olhar radiante, vá avante, sobe no palanque, comanda cada instante dos teus momentos brilhantes, nada mais será como antes, olhar desnudante e observador.
Olhar, expressão facial que nos transporta através do portal da palma para o interior da alma.
Independente do modo de como se pode ver, há sempre um olhar que paira no ar e observa você, muitas vezes não dá nem para perceber.
Só peço à Deus que me livre do olhar cruel, olhar de aluguel, que pode não dizer nada mas fecha as fronteiras do céu e corta como espada.
Autor: Poeta Carlos Adriano Santos
Obs: Meus poemas e escritos são protegidos pela lei de direito autoral 9.610/98, ao compartilhar mantenha o seu formato original com os devidos créditos para o autor: Poeta Carlos Adriano Santos

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Rito das palavras - Poema de Carlos Adriano Santos


Sentimento solidão = Poeta Carlos Adriano Santos

Sentimento solidão

Estou indo embora com meus olhos molhados
Levando meus fardos pesados
Minhas histórias
Meus sapatos furados que ficarão na memória
Estou indo embora para não machucar você
Não deixar minha dor te contaminar
Dilacerar o que o amor fez nascer
Estou indo embora com meu grito
Meu coração aflito
Conflito no interior do meu ser
Estou indo embora por covardia talvez
Por falta de alegria
Insegurança que ofuscou a luz do meu dia outra vez
Estou indo embora encontrar meus porquês
Meus sofrimentos que insistem em ficar
Fincar uma faca para o meu coração parar de bater
Estou indo embora correndo perigo
Impondo castigo num sentimento tão bonito
Encontro perdido, não há mais esperança
Estou fugindo sem olhar para trás
Descendo um abismo diante do olhar
Com meu egoísmo tentando matar
O que restou daquela linda criança

Poema de: Poeta Carlos Adriano Santos

Obs: Meus poemas e escritos são protegidos pela lei de direito autoral 9.610/98, ao compartilhar mantenha o seu formato original com os devidos créditos para o autor: Poeta Carlos Adriano Santos

Coração encantado - Poeta Carlos Adriano Santos


Retrato de um mundo - Poeta Carlos Adriano Santos


Retrato de um mundo - Poeta Carlos Adriano Santos

Retrato de um mundo

Se sou poesia, já nem sei
Já fui fantasia
A luz de algum dia
Dizia: Amém
Já fui liberdade
Prato de felicidade
Servia a mesa de alguém
Já fui combustão
Incendiei coração
Fiquei deitado no chão
Ao meu lado, ninguém
Já fui a alegria
Uma voz que dizia:
Está chegando o verão
Já fui um bom moço
Derrubado num poço
Me tornei solidão
Já viajei por olhares
Frequentei muitos bares
Ajoelhei em altares
Pedi perdão
Já fui vontade
Inimigo da maldade
Amigo da verdade
Derrotado sem compaixão
Já fui ui
Fui ai
Aquele que possui
O outro que subtrai
Já fui chegada
Fui partida
Fui a mão machucada
Ferida pela vida
Hoje talvez eu seja a soma de tudo
O retrato de um mundo
Que conduziu os meus pés
Se ainda posso escrever
Então sou nota dez

Autor: Poeta Carlos Adriano Santos

Obs: Meus poemas e escritos são protegidos pela lei de direito autoral 9.610/98, ao compartilhar mantenha o seu formato original com os devidos créditos para o autor: Poeta Carlos Adriano Santos

A chama do amor - Poeta Carlos Adriano Santos