domingo, 30 de julho de 2017

Semeando alegria - Poema de Carlos Adriano Santos

Semeando alegria

Sei que o mundo seria muito mais bonito se nos dessemos às mãos
Que tudo seria mais gostoso se não sentíssemos o gosto amargo da solidão
Que existe um paraíso adormecido apenas em nossa imaginação
Se mantendo encarcerado sem acesso a chave que o liberta da prisão
Sei que somos feitos a imagem e semelhança de Deus
Que o sonho perfeito que temos desde criança ainda não se perdeu
Que a realidade da vida na cidade nos faz sentir saudade das férias na fazenda
Que existem coisas que os nossos avós nos contam que até parecem lendas
Sei que existem muralhas erguidas para delimitar o nosso quintal
Que as flores mais bonitas são colhidas para enfeitar a noite de natal
Que a vida é melhor vivida quando conduzida com sabedoria até o final
Que a natureza nos revela certeza mantendo a luz do sol acesa até no dia mau
Sei que poderíamos ser muito mais do que estamos sendo até agora
Que deveríamos sentir prazer ao ver os ponteiros do relógio marcando as horas
Que nossos passos estarão deixando nossos rastros marcados para sempre
Que seja qual for a medida do nosso espaço o mundo não nos faz diferentes
Sei que o que mais desejamos nesta vida é conhecer a verdadeira felicidade
Que as esperanças reprimidas nos impedem de alçar voo para a liberdade
Que as lágrimas caídas revelam a aflição de estarmos vivendo pela metade
Que cada palavra que aqui te foi dita te despertará para uma nova realidade
Que as sementes plantadas neste chão te sejam desabrochadas no mais profundo do teu coração, realizando os sonhos que te invadem.

Poema de Carlos Adriano Santos


terça-feira, 20 de junho de 2017

Dançando com as flores - Poema de: Carlos Adriano Santos

Dançando com as flores

Olá, melodia
Hoje quero ouvir a tua canção
Voar, dançar, sair por ai, rodar pelo salão
O silêncio às vezes me assusta
Mesmo estando no meio de um jardim de flores
Embora elas sejam uns amores
Quando lhes desejo um bom dia, algumas ficam mudas
Que ninguém se confunda entre rosas e margaridas amarelas
A chuva que o pensamento desnuda, rega cada uma delas
Rosas contém muitos espinhos
Margaridas não
Rosas fazem dos jardins os seus ninhos
Margaridas fazem ninhos dentro do coração
Como é bom ouvir o vento soprar uma canção de primavera
Me dá a impressão de estar rodando pelo salão
Dançando com as flores mais belas
Aquelas que jamais me machucarão

Poema de: Carlos Adriano Santos