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sábado, 30 de dezembro de 2017

Velho ano novo - Crônica de: Poeta Carlos Adriano Santos

Velho ano novo

Mais um ano se finda
Se renova a esperança
Se renova a vida
Se renova a desconfiança
Se renova a sopa de letrinhas
São as mesmas estrelas lá no céu
O mesmo sol
A mesma lua
O mesmo véu
A mesma caricatura de um peixe no anzol
Universo sendo cruel
E o mundo continua
Em cima da cama
Deitado na rua
Mergulhado na lama
Tentando lavar a sua pele suja
E a chuva cai tentando limpar os porques
E o sol nasce e vai para, no outro dia, renascer
E tudo continua muito bem
Está tudo muito bom e muito belo
A canção fora do tom continua sendo regida pelo mesmo maestro

Crônica de: Poeta Carlos Adriano Santos
Obs: Meus poemas e escritos são protegidos pela lei de direito autoral: 9.610/98, ao compartilhar mantenha os créditos do autor: Poeta Carlos Adriano Santos


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O velho ano novo - Poeta Carlos Adriano Santos - #poetacarlosadrianosantos

O velho ano novo

E mais um ano se passou
E é sempre a mesma musiquinha
O que nos resta na memória
Sempre a mesma ladainha
Um ano vai
Um outro ano vem
A gente corre atrás
Tentando alcançar o trem
Os sonhos
Os sorrisos
Os fardos enfadonhos
O que mais é preciso?
Os sinos que tocam
A noite de natal
Os presentes que se trocam
Tudo parece ser igual
O trenó
As renas
As histórias da vovó
O passado que acena
Uma criança
Um casal de mendigos
O que restou da esperança?
Estamos sendo confundidos?!

Poema de: Poeta Carlos Adriano Santos
18/12/2017


Se for compartilhar mantenha os créditos do autor.
Poema protegido pela lei de direito autoral 9.610/98


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Poesia nos dias atuais - Autor: Carlos Adriano Santos


Hoje em dia, a poesia não é mais como antigamente
São versos pela metade
Que despertam a curiosidade
Mas que as pessoas não entendem
Os jovens frequentam a faculdade
Investem em seus sonhos e vontades
Mas no momento de falarem suas verdades
De expor seus sentimentos no papel
Expõem é a sua incapacidade
Talento que perdeu a validade
Colocadas em um liquidificador
As palavras se misturam
Procuram mas não se configuram
E no meio desta vitamina de lição
Anfetamina que contamina qualquer coração
A poesia verdadeira se dissolve
Usa-se uma peneira para ver se resolve
Mas todo o conteúdo escrito se torna vão
Um precipício que lhes puxa pelas mãos
Que se deforma e torna tudo muito vago
Está feito em seu mundo o maior estrago
O sonho se transforma em ilusão
A poesia que poderia acender a luz do dia
Acaba é ascendendo à escuridão

Autor: Carlos Adriano Santos
12/02/2017


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Flores sem espinhos - Poema de: Poeta Carlos Adriano Santos

Flores sem espinhos 

 Tente sorrir 
O mundo pode ser muito mais bonito 
Saiba que existe chão por mais profundo que seja um abismo 
Não se entregue à solidão 
Existe um coração que precisa do teu sorriso 
Problemas sempre existirão 
Na verdade eles são portas que nos mostram o paraíso 
Servem para serem superados pela certeza de jamais desistir 
E devem ser encarados como escadas para o nosso existir 
 A estrada está cheia de caminhos que levam à felicidade 
Não tema as flores com espinhos 
Elas podem ser colhidas pela metade 
Não são com seus caules que se formam os mais belos arranjos 
São com suas pétalas colhidas por mãos de anjos 

Poema de: Poeta Carlos Adriano Santos



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pés calejados - Poema de Carlos Adriano Santos


Pés Calejados

Tenho o pé atrás com aquelas pessoas certinhas
Cheias de não me toque
Que entortam a boca para o lado como gesto de indiferença
Prefiro mesmo é aqueles que gostam de rock
Que às vezes chutam o balde
Protestam
Detestam
Mas depois se confessam com um gesto de amor
Pessoas cheias de segredos são perigosas
Escondem seus medos atrás de um buquê de rosas
Usam de falsidade para conseguirem o que querem
Falam por trás sem se importarem quando ferem
Já aprendi tanto nesta vida
Já sofri, me desiludi, me enganei com pessoas queridas
Hoje estou calejado, porém com o braço muito mais forte
Tenho como enfoque o meu travesseiro molhado
Experiencia de vida que me fez preparado
E não tem pra ninguém quando querem me fazer de palhaço
Mando todos para o além para se perderem no espaço
Sem faz de conta
Sem embaraços

Poema de: Poeta Carlos Adriano Santos