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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O vendedor de poesias - Poeta Carlos Adriano Santos

O vendedor de poesias

Olha a poesia, seu moço
Poesia para o mês de janeiro
Poesia para o mês de agosto
Poesia para ler o tempo inteiro
Poesia para todos os gostos

Tem poesia com asas
Poesia de amor
Poesia para voltar para casa
Poesia para curar a dor

Tem poesia de chegada
Poesia de partida
Poesia de entrada
Poesia de saída

Tem poesia de mel
Poesia que a natureza trouxe
Poesia com gosto de céu
Poesia de sabor bem doce

Tem poesia para a noite
Poesia para o dia
Poesia para o açoite
Poesia para fazer companhia

Tem poesia para espantar a tristeza
Poesia para pôr um fim na solidão
Poesia com um jantar sobre a mesa
Poesia para alimentar o coração

Tem poesia de calor
Poesia de amizade
Poesia de cobertor
Poesia para aquecer de verdade

Tem poesia de olhar
Poesia de sorriso
Poesia que faz o coração balançar
Poesia que leva ao paraíso

Tem poesia de alegria
Poesia que traz felicidade
Poesia que manda embora a agonia
Poesia de luminosidade

Tem poesia de arrependimento
Poesia para pedir perdão
Poesia para tocar nos sentimentos
Poesia para momentos de ingratidão

Tem poesia que fala
Poesia que mexe com os sentidos
Poesia que cala
Quando se declara ao pé do ouvido

Tem poesia para os pais
Poesia para os filhos
Poesia para voltar atrás
Poesia para pôr de volta nos trilhos

Tem poesia otimista
Poesia de coragem
Poesia para capa de revista
Poesia para não perder a viagem

Tem poesia que desperta
Poesia de paixão
Poesia com as portas abertas
Poesia de sol de verão

Tem poesia de sonho
Poesia de realidade
Poesia para o olhar tristonho
Poesia para matar a saudade

Autor: Poeta Carlos Adriano Santos - 16/08/2018

Obs: Meus poemas estão protegidos pela lei de direito autoral: 9.610/98, ao compartilhar mantenha o seu formato original com os devidos créditos do autor: Poeta Carlos Adriano Santos

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Rito das palavras - Poema de Carlos Adriano Santos


Coração encantado - Poeta Carlos Adriano Santos


Retrato de um mundo - Poeta Carlos Adriano Santos


Retrato de um mundo - Poeta Carlos Adriano Santos

Retrato de um mundo

Se sou poesia, já nem sei
Já fui fantasia
A luz de algum dia
Quem diria

Amém
Já fui liberdade
Prato de felicidade
Servia a mesa de alguém
Já fui combustão
Incendiei coração
Fiquei deitado no chão
Ao meu lado, ninguém
Já fui a alegria
Uma voz que dizia:
Está chegando o verão
Já fui um bom moço
Derrubado num poço
Me tornei solidão
Já viajei por olhares
Frequentei muitos bares
Ajoelhei em altares
Pedi perdão
Já fui vontade
Inimigo da maldade
Amigo da verdade
Derrotado sem compaixão
Já fui ui
Fui ai
Aquele que possui
O outro que subtrai
Já fui chegada
Fui partida
Fui a mão machucada
Ferida pela vida
Hoje talvez eu seja a soma de tudo
O retrato de um mundo
Que conduziu os meus pés
Se ainda posso escrever
Então sou nota dez

Autor: Poeta Carlos Adriano Santos

Obs: Meus poemas e escritos são protegidos pela lei de direito autoral 9.610/98, ao compartilhar mantenha o seu formato original com os devidos créditos para o autor: Poeta Carlos Adriano Santos

A chama do amor - Poeta Carlos Adriano Santos


Olhos verdes - Poeta Carlos Adriano Santos


Distribuindo flores - Poeta Carlos Adriano Santos


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O velho ano novo - Poeta Carlos Adriano Santos - #poetacarlosadrianosantos

O velho ano novo

E mais um ano se passou
E é sempre a mesma musiquinha
O que nos resta na memória
Sempre a mesma ladainha
Um ano vai
Um outro ano vem
A gente corre atrás
Tentando alcançar o trem
Os sonhos
Os sorrisos
Os fardos enfadonhos
O que mais é preciso?
Os sinos que tocam
A noite de natal
Os presentes que se trocam
Tudo parece ser igual
O trenó
As renas
As histórias da vovó
O passado que acena
Uma criança
Um casal de mendigos
O que restou da esperança?
Estamos sendo confundidos?!

Poema de: Poeta Carlos Adriano Santos
18/12/2017


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Poema protegido pela lei de direito autoral 9.610/98